segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Pontaria Zero" no Maraca

Por Alexandre Vasconcellos e Raphael Dias Nunes

Um zero a zero atípico

Apesar do placar, o clássico entre Flamengo e Botafogo foi eletrizante do início ao fim. Os rubro-negros, mandantes do jogo e, consequentemente, com maior público presente no Maracanã, tiveram mais iniciativa no primeiro tempo. Já na segunda etapa, o Bota dominou integralmente. Era uma partida merecedora de gols, pois foram muitos, mas muitos lances de emoção. E uma enxurrada de chances perdidas também.

Os destaques do jogo ficaram com os zagueiros e os goleiros, já que os atacantes não tiveram competência para estufar as redes. Renato Silva e Fábio Luciano conseguiram tirar bolas em cima da linha, em lances incríveis. O Flamengo ainda agoniza com a saída de Marcinho e a torcida perdeu de vez a paciência com os seus atacantes. Sobrou para o ídolo Obina, que saiu de campo vaiado. Com o empate, o Fla completa 4 partidas sem vencer e permanece na segunda colocação, mas vê os seus adversários se aproximarem cada vez mais.

O Botafogo não só perdeu muitos gols, como também perdeu uma posição na tabela (11º). Apesar disso, a equipe apresentou um bom futebol no segundo tempo, principalmente com a entrada de Lúcio Flávio. Destaque também para o meia Carlos Alberto, que foi um dos melhores em campo e vai se firmando cada vez mais na equipe. Ainda no grupo da Sul-Americana, a equipe de Ney Franco tem a meta de se aproximar dos líderes, mas deve se cuidar: O alvinegro está apenas a 3 pontos da zona de rebaixamento.

Lembram da “Luz Amarela”?

É...ficou vermelho-berrante! A coisa para o Flu está muito feia. Brigas internas entre dirigentes, com patrocinadores, comissão técnica, empresário de jogadores, além de uma demora incrível para contratar reforços, apesar do apoio financeiro do patrocinador e de um grupo de supermercados para tal. Enquanto isso, a Europa e a Seleção Olímpica desfalcam o elenco tricolor, que ainda pode ter mais perdas.

Se não bastasse este cenário, meio "Trapalhões", meio "Sexta-feira 13", uma equipe toda remendada perdeu para o Cruzeiro (3 a 1), sábado, no Maracanã, de forma assustadoramente tranqüila, sem que os mineiros precisassem se esforçar, ou até jogar bem. Resultado: Flu é o vice-lanterna, a 3 pontos do primeiro fora da degola, que, por sinal, é o Vasco.

Ciranda, cirandinha...

Renato, qual é a brincadeira do Brasileirão agora? Ta pintando uma Dança das Cadeiras...

Ou pior: Cai-Cai Balão.

“Não priemos cânico”

A tradicional frase do Chapolim é bradada a plenos pulmões por parte da torcida e diretoria. Mas as estatísticas, sempre escorregadias e traiçoeiras, jogam contra o Flu. De acordo com o Blog da Flusócio, o desempenho tricolor nas 15 primeiras rodadas deste Brasileirão é IDÊNTICO ao dos campeonatos de 1996 e 1997, dos quais o final não traz boas lembranças para a torcida tricolor, que não merecia (e nem esperava) vivenciar novamente este drama, dada a grande e bonita festa que vem fazendo ao longo do ano, em especial durante a Libertadores.

1996 (13PG, 3V, 4E, 8D, 14GP, 33GC)
1997 (13PG, 2V, 7E, 6D, 16GP, 25GC)
2008 (13PG, 3V, 4E, 8D, 15GP, 21GC)
(PG= pontos ganhos/ V= vitórias/ E= empates/ D= derrotas/ GP= gols pró/ GC= gols contra)

Pênalti, pênalti, pênalti...

Para combinar com a antiga música do Skank, antecessora da também futebolística “Uma Partida de Futebol”, o Vasco, realizando um campeonato apático, resolveu quebrar recordes: o primeiro, fazer três pênaltis em apenas um tempo. Pior: em um intervalo de 17 minutos. Três gols de Kleber Pereira, artilheiro do Brasileirão com 10 gols, ao lado de Alex Mineiro (que também fez gol de pênalti na rodada).

Fui dar uma voltinha...

Com um time cheio de garotos e jogadores desconhecidos, o Vasco foi passear na Vila Belmiro contra um combalido Santos, que retribuiu o favor e deu um senhor passeio nos visitantes. Só não levou mais que os 5 a 2 pois o Peixe resolveu passear também em campo durante a segunda etapa.

Lopes já balança na colina, e há quem diga que poderá receber um “bilhete só de ida” em caso de novo tropeço contra o Atlético Mineiro, em casa. Com ou sem o técnico campeão da Libertadores de 1998 pelo clube, o Vasco enxerga cada vez mais perto a zona de rebaixamento, e cada vez mais longe algum resquício de qualidade em seu elenco, em especial no setor defensivo.

Hoje são eles...

O Grêmio, atual líder, um ponto à frente do Fla, não jogou lá essas coisas no empate, em casa, contra o Palmeiras. Pelo menos não perdeu.

Mas o time de Luxa, quietinho, vai subindo a tabela (6º), assim como o São Paulo de Muricy (5º). Cruzeiro e Vitória já mostram sinais de cansaço, sem falar na série de quatro jogos sem vitória do Fla.

Nesse campeonato, de baixo nível técnico e grande equilíbrio entre, pelo menos, oito equipes, qualquer um pode chegar. Mas, pela estrutura e elenco que dispõem, São Paulo e Palmeiras já ameaçam os times que hoje estão na zona da libertadores, e logo devem estar nas cabeças.

De qual lado estará o fio?

Torcida, especialistas e até o próprio Bernardinho se perguntam: será que a Seleção virou o fio?

Pela primeira vez desde 1998, nosso volei masculino não ocupa um luagr no pódio da Liga Mundial. Esta, por sinal, disputada no Brasil a menos de três semanas do início dos Jogos Olímpicos, maior objetivo desta equipe, tida como a melhor do mundo nos últimos seis anos, pelo menos.

Jogadores e comissão técnica parecem ter sentido o duro golpe das derrotas para os Estados Unidos, na semifinal, e Rússia, na disputa do bronze. Bernardinho é pródigo em transformar fracassos homéricos em vitórias heróicas. Mas o tempo é muito curto, e os problemas que a equipe apresentou foram maiores do que se poderia prever.

Ficamos na torcida. O Brasil é hoje uma potencia mundial no volei muito em função do trabalho do genial e genioso treninador nos últimos anos, junto a duas gerações de talentosos jogadores, expoentes em suas posições. O ouro de Pequim pdoe não estar mais tão perto e certo quanto parecia. Mas, definitivamente, não está tão longe assim.

Brasil impiedoso contra poderosa...

Cingapura. É, a Seleção Olímpica de futebol ganhou por 3 a 0 do escrete local, somado a dois destaques da liga nacional deste país. Não é nada, não é nada...não é nada mesmo. Por mais que se alegue dificuldades, essa estratégia da CBF de se realizar amistosos contra equipes de baixíssima qualidade antes de competições pode não dar certo. Mas já valeu o planejamento de se levar esses jogos para o fuso horário das Olimpíadas.

Antes que eu me esqueça

O Gaúcho jogou bola. Jogou bem direitinho. Boa movimentação, participativo, a técnica absurdamente absurda (e merecedora de pleonasmos) de sempre e um gol de oportunismo. E aprece que está bem feliz e focado na parte física, para ganhar preparo e perder o tônus de seu pânceps, que vinha impressionando nos últimos meses de inatividade.

Ele, de fato, é uma aposta de ouro para o Brasil nos Jogos. E, de certo, para o Milan também. Só cabe a ele trazer resultados para aqueles que o bancam. Gênio, ele foi. E pode ser, ainda.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Trocando os pés pelas mãos

No alinhamento de equipes de meio de semana da primeira divisão do Ludopédio nacional (cate no google), o destaque ficou por conta de um jogo polêmico, onde as mãos foram mais protagonistas que os pés.

Flamengo, líder, visitava a Portuguesa, no Canindé na noite desta quarta-feira. Bola na área, desvio no primeiro pau, Ronaldo Angelim abre o placar para os rubro-negros. Gol de mão, como o próprio confirmara no intervalo. Pênalti para os donos da casa. Diogo bate e as mãos do goleiro Bruno param a bola. Só que, para o juiz, o arqueiro do Fla se adiantara na cobrança. Diogo volta a bater e desta vez as mãos do arqueiro não impedem o gol.

Segundo tempo: repetição na origem dos gols. Bola na área da Lusa, Diego Tardelli desvia a pelota com a mão, Sérgio defende e Ibson faz o gol no rebote. 2 a 1 Fla. Novo penal para a Portuguesa, desta vez sem problemas para Diogo fazer na primeira tentativa. Jogo empatado.

A limitada Lusa, comandada pelo estreante Valdir “Barbecue” Espinosa, merecia o empate, já que criava mais chances que o Fla e fora prejudicada nos dois gols rubro-negros.

Penal para os visitantes. Ibson na cobrança...e Sérgio espalma. Mas logo o árbitro Sálvio Espíndola, usando o critério da primeira cobrança, manda voltar o tiro livre. Ibson parte novamente para a execução...e Sérgio defende novamente!

Com o empate, o Fla pode ver a liderança escorrer por suas mãos e ir parar nas do Grêmio, caso este vença o Figueira hoje, em Floripa. Já a Lusa, apesar de jogar bem, deve levantar as mãos para os céus em agradecimento pelo resultado. Para os céus e para Sérgio.

Vale ressaltar que,

Apesar da queda de rendimento nos últimos jogos, o Flamengo ainda é um dos favoritos ao título. Mas cria muitas chances e transforma poucas destas em gol. A ausência de Marcinho é sentida, não pelo grande craque que este seja, mas sim pela qualidade de seus substitutos.

Mesmo assim, não tiraria a minhas fichas do vermelho e do preto ainda não.

Emoção e luz amarela no clássico do Maraca

No Maracanã, Vasco e Fluminense protagonizaram um clássico emocionante, apesar de tecnicamente inconstante. Belos gols e lances bisonhos alternaram as duas equipes, ambas com seu sistema defensivo em noite pouco inspirada.

O Vasco, que chegou a abrir 3 a 1 com grande atuação de Edmundo e Leandro Amaral fazendo um gol difícil e perdendo outro incrivelmente fácil, deixou um Flu pouco inspirado e até um tanto sem vontade empatar em 3 a 3, graças ao garoto Tartá e aos atacantes-poste Washington e Somália, este último que, junto com o jovem meia tricolor, vem entrando bem na segunda etapa dos últimos jogos.

Tá certo, muita emoção, revira voltas, drama, blá blá. Ficou evidente que as duas equipes se encontram fragilizadas por desfalques e negociações, além de carências naturais em seus elencos. Flu e Vasco devem abrir o olho, pois estão no quarto inferior da tabela e, pelo que vêm mostrando no campeonato, podem se complicar. Especialmente o Vasco, que não tem um forte patrocinador por trás para trazer bons nomes. Mesmo com este, o Flu caminha em passos de tartaruga para repor as perdas concretizadas (Gabriel e Cícero) e as prováveis (Thiagos).

Goleada...

Ta, ganhar de 4 a 0 do Atlético Mineiro nunca é algo desprezível. O Botafogo foi senhor do jogo, mas ainda ta longe de mostrar um futebol convincente. Fez uma partida até certo ponto ruim, dependendo de isolados esforços individuais e fortemente apoiado na inércia de um fraquíssimo Galo das Alterosas, que, em ano de centenário, promete um “belo presente” para os arqui-rivais cruzeirenses se continuar assim.

Lúcio Flávio fez seu gol de número 1245 (1244º de pênalti) na temporada. Triguinho fez o segundo. Gil marcou seu primeiro no Fogão, com Carlos Alberto fechando o caixão em um gol típico de final de pelada, quando o adversário já ta pensando mais no pós-jogo com uma gelada na mesa para rir das pataquadas desfiladas em campo.

Que o torcedor alvinegro não se engane com a goleada e com esta equipe, longe ainda de um padrão de jogo, como havia em boa parte da era Cuca. Mas com as peças que tem, não chega a ser um caso perdido.

Já o Galo...ai!

Será o Barão de Coubertain?

Em clima de Olimpíadas, a Globo.com promove o espírito olímpico baseado na frase do francês que idealizou a reedição dos Jogos clássicos da antiga Grécia. “O importante é competir”, esculpiu com palavras e sentimentos o nobre desportista do fim do século XIX.

Faltou ao site dizer isso quando colocou no ar a notícia de que o Fla (para minha imensa “surpresa”) “deixava de lado a obsessão” pela liderança, tendo em vista que, com o empate de ontem, uma vitória do Grêmio hoje alçaria os gaúchos ao topo da tabela.

Mas não era nesse mesmo portal que, há apenas poucos dias, talvez uma semana atrás, se via, sempre com destaque na capa da sessão de esportes, notas exaltando a “gloriosa e absoluta liderança isolada rubro-negra”?

Uma coisa é entender que, em se tratando de Flamengo, tudo tem outra proporção. Com isso, concordo. Mas essa volatilidade nos pesos e medidas em favor do clube de maior torcida no país de vez em muito passa dos limites do aceitável...ainda mais em se tratando de um veículo da maior organização jornalístico-midiática do país.

Nem tanto lá nem tanto cá, Srta. Globo!

Por falar em liderança...

Senti falta das estatísticas nesse começo do Brasileiro. Uma boa levantada pelo PVC e, como se esperaria, teve repercussão ZERO, é de que, na era dos pontos corridos (Brasileirão 2003 para cá), apenas uma vez o líder do campeonato na 14ª rodada, ou em fração semelhante, sagrou-se campeão, fato ocorrido com o Cruzeiro.

Já o líder na virada do turno sempre se sagra campeão, com exceção de 2004.

Será que esta estatística aparecerá se o Fla se mantiver na ponta até lá?

Oh, dúvida que me assola!

Antes dos ataques, digo em minha defesa

Não se trata de ser anti-flamenguista ou “do contra”. Só disse o que acho que deve ser dito, e o que me é permitido em um espaço público e independente como O CHORUME.

E não sou só eu quem fala sobre a suposta “Fla-Press”, não.

Esse programinha chulé aqui, de pouca repercussão e importância no jornalismo, também.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fórmula-1: Grande Prêmio da Inglaterra (Silverstone)

Por Raphael Dias Nunes

O Banho Inglês

Piloto inglês, guiando carro de scuderia inglesa, vence o GP da Inglaterra


Enganou-se quem acreditava que Lewis Hamilton estava morto, após sucessivas lambanças nas duas provas anteriores. Depois de dois zeros, o piloto inglês pulou da quarta para a primeira posição no mundial de pilotos. Favorecido com o quarto lugar de Raikkonen e com o fato de Massa e Kubica não terem pontuado, Lewis conseguiu assumir a liderança do Mundial em apenas uma prova, chegando aos 48 pontos. O Mundial aliás, possui agora três líderes: Os dois pilotos da Ferrari também possuem os mesmos 48 pontos que Hamilton.
Com isso, Hamilton - que havia sido extremamente criticado pela imprensa inglesa ao longo do mês passado - deu a volta por cima e mostrou mais uma vez, ser um piloto extremamente veloz, determinado e talentoso. Foi um verdadeiro passeio nas pistas de Silverstone. E não é apenas talento que sobra para este jovem piloto: A alegria transmitida pelo mesmo no pódio foi algo tão contagiante, que seria impossível dizer que ele não tem carisma. O pódio - completado por Heildfeld (2º colocado) e Barrichello (3º) - aliás, foi o mais animado desta temporada.

Sob intensa chuva, a corrida foi confusa e muitos pilotos rodaram na pista. Se deu bem quem optou pela melhor estratégia e teve braço para segurar o carro durante toda a prova. E isso foi executado com maestria pela equipe Honda, com Barrichello e o estrategista Ross Brawn. Eles optaram pelo pneu certo, na hora certa e a diferença de rendimento em relação aos demais carros era gritante. Barrichello executou ultrapassagens espetaculares e foi brilhante ao colocar seu limitado Honda na terceira posição.
É interessante reparar como a chuva tem esse efeito democrático nas provas. Debaixo d'água, todos os carros ficam praticamente em igualdade de condições, podendo chegar ao ponto de uma Honda ultrapassar uma McLaren, ou uma RBR ultrapassar uma Ferrari. As estratégias de equipe, tais como a escolha dos pneus e momentos dos pit-stops, passam a ser armas mais do que decisivas nestas condições de prova. Além disso, é preciso que o piloto saiba dirigir bem na chuva. E isso, poucos sabem.

E Felipe Massa? Fez uma corrida meramente figurativa, ocupando as últimas colocações e conseguindo o feito de chegar em último colocado. Não se pode dizer se foi sorte ou se foi azar ele ter permanecido na pista, após 5 rodadas. Massa estava perdido. Perdeu o rumo, perdeu a motivação, perdeu a concentração e brincou de ficar patinando na pista. É fato que a Ferrari mais uma vez, errou na escolha de manter os pneus intermediários, após as primeiras paradas. Mas Felipe mostrou ser um piloto que ainda tem muito o que aprender em pista molhada. Seu carro não teve o melhor ajuste de asas e escapava de traseira nas reacelerações. E de quem é a culpa disso? Antes de qualquer resposta, é importante lembrar que o bom piloto também é um grande mecânico... Ou seja, o bom piloto também deve saber orientar os mecânicos no ajuste fino de seu carro.
O GP de Silverstone não é para ser esquecido pelo brasileiro. Deve ser lembrado, para que este desempenho patético não volte a se repetir.

Pena mesmo foi o abandono de Nelson Piquet. Ele vinha fazendo uma excelente corrida, ocupando a quarta colocação, quando rodou no momento em que mais chovia e não conseguiu sair da caixa de brita. Piquet, mais uma vez, já havia ultrapassado seu companheiro Alonso e vinha com grandes chances de pódio. Teve um pouco de azar, é fato. Mas que isso sirva também como aprendizado para ele.


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Os melhores pilotos em chuva na atualidade são: Hamilton, Alonso e Barrichello.


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Vejam que dado interessante: Nos últimos três grandes prêmios, três equipes consideradas pequenas estiveram presentes na terceira colocação do pódio. São elas, a RBR de David Coulthard no GP do Canadá; a Toyota de Jarno Trulli no GP da França; e a Honda de Rubens Barrichello no GP da Inglaterra.
Mais uma prova de que a competitividade é a marca registrada desta temporada promissora de 2008!

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Próximo Grande Prêmio:


A coluna volta logo após o GP da Alemanha, que será disputado no dia 20 de julho, no reformulado circuito de Hockenheim. A pista, que antes da reforma era feita por uma interminável reta, exigia muito das asas e dos aceleradores. Atualmente, com uma porção de chincanes, o ajuste ideal é o equilíbrio entre pressão aerodinâmica e freios, bastante exigidos. A disputa pelo título está cada vez mais apertada e quatro pilotos ainda buscam a consagração. Ou seja, emoções não faltarão no dia 20! Até lá!


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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Semana de apagões no Futebol

Flu sofre apagão incompreensível em Quito

Amigos lixeiros, o que se viu no estádio Casa Blanca, em Quito, no primeiro jogo da final da Libertadores entre LDU e Fluminense foi espantoso. Os cariocas, que tinham como um dos pontos fortes a solidez defensiva, pareciam juvenis a enfrentar uma seleção mundial, tamanha a facilidade que os equatorianos encontraram para fazer 4 a 1 ainda no primeiro tempo.

Três gols de bola parada, um destes no estilo Pinball, tamanho foi o bate-rebate, e um vindo da jogada óbvia de Guerrón cruzando para o meio da área, contando com a falha pouco óbvia de Thiago Silva, que deixou o fraco Bieler se antecipar e abrir o placar. Assim a “Liga” se impôs, em um dia em que nada deu certo para o Flu.

Faltou gás...

É, pelo menos, o que fontes do clube relatam. O forte ritmo imposto pelos equatorianos fez com que muitos jogadores sentissem os efeitos da altitude, mais especificamente a velocidade da bola e, por conseqüência, do jogo. Palavras do Depto. Médico Tricolor.

Tá, pode ser. Mas não acho ainda suficiente para explicar a pane completa que pode ter levado o Flu a perder uma chance histórica que, como andam as coisas no Laranjal, pode não aparecer igual tão cedo...

Justiça seja feita

A LDU jogou uma partida monstruosa, fora do normal! Que jogadores foram, na quarta, Bolaños, Manso, Ambrossi, Urrutia e Vera! Sem falar no espetacular Guerrón, que infernizou a vida de Júnior César, que ainda o está procurando.

Resta ao tricolor torcer para que a carruagem da LDU vire abóbora antes da alegoria da Unimed chegar à sua meia-noite...

Vale lembrar

A feliz imprensa carioca, toda sorridente ("inexplicavelmente") após a derrota do Flu, adora estatísticas na hora de desmotivar, mas as esquece depois. A LDU, em casa, pela Libertadores, ganhou 19 dos últimos 26 jogos desde 2004, sendo 10 desses por diferença superior a 2 gols de diferença. Isso enfrentando adversários como River Plate, São Paulo, Inter, Santos, Estudiantes...

Para quem quiser acreditar...

Sempre há algo no qual vale a pena se segurar em um momento desses. O torcedor tricolor, assim como a própria equipe mostrou no desembarque, enxergou no gol de Thiago Neves e, principalmente, na milagrosa defesa de Fernando Henrique no último minuto, sinais de que ainda há esperança...

O que preocupa nesse contexto é o teor de algumas declarações de jogadores ainda em Quito, dizendo que no Maracanã o Flu vai levantar a taça, impor seu ritmo.

Ok, vamos combinar o seguinte. Acreditar na força do Flu no Maracá é ótimo, excelente aliás. Mas daí achar que isso é questão de tempo, fica preocupante.

Tenho medo desse time ter acreditado demais que não perderia da LDU, já que ganhou do Boca e do São Paulo. Medo maior de ainda não acreditar que pode sair sem a taça.

“Sí, se puede!”

Sim, dá pro Flu ser campeão ainda. Esse 4 a 2 foi até pouco. Ganhar por dois gols de diferença da LDU, levando aos pênaltis, não é desumano. Nem por três de diferença. Essa equipe mostrou nas fases anteriores que é capaz de se superar. Se mostrar o espírito e a qualidade dos confrontos passados, pode sim.

Conca, os Thiagos, Dodô e Washington. Nestes pés, principalmente, estarão as esperanças da nação tricolor. Mas, na decisão, valerá o sangue e o suor de todos os jogadores, além dos gritos e incentivos da apaixonada torcida, que pela festa que vem proporcionando nas partidas no Maior do Mundo, merecia um título só pra si.

Sim, dá pro Flu ser campeão ainda.

Isso foi na Europa mesmo?

É. No meio da transmissão da semifinal da Euro 08 entre Alemanha e Turquia, o sinal caiu para boa parte do mundo! A organização alegou que houve uma curta falta de luz de 4 minutos, mas que obrigou a reinicialização do sistema, o que demora mais tempo. A TV alemã, indignada, ameaça processar a rede austríaca responsável pela geração das imagens. Dois gols da partida, ficamos sabendo pela voz dos narradores, enquanto Record e SporTV passavam imagens variadas.

Lembrou aquela piada do cara que bebe pouco, mas quando o faz, se transforma em outra pessoa que, aí sim, não consegue parar de beber!

A saga alemã continua...

É, esses aí, quando chegam, chegam. Jogando um futebol vistoso, um tanto melhor do que o que vinha mostrando desde o título mundial de 1990, a Alemanha chega à final da Euro eliminando a Turquia em um emocionante 3 a 2. Com atuações destacadas de Schweinsteiger, Podolski e, principalmente, o ressurgimento de Ballack na seleção, os germânicos chegam forte para a decisão.

No que a TV permitiu que víssemos, o jogo foi muito equilibrado. A Alemanha alternando bons e maus momentos, enquanto os turcos lutavam contra os próprios limites, já que tinham seis lesionados e quatro suspensos, dentre estes, Nihat, destaque da equipe. Jogadores foram para o sacrifício, mostrando entrega e patriotismo invejáveis. Saíram de campo orgulhosos, apesar da derrota.

A Turquia está de parabéns!

Vejam só

Considerado um dos pontos fortes do esquema germânico, o lateral-esquerdo Lahm não teve uma atuação brilhante na semi. Errou muito na defesa e na saída de bola, algo incomum para quem sempre foi constante em suas atuações. Mas mesmo assim, deu o passe para o segundo gol, do matador-cagão Klose, e fez o terceiro, da classificação, no finalzinho.

“O gol é apenas um detalhe”, já dizia o Parreira.

Apagovsky

Quem viu o duelo entre Rússia e Holanda esperava que a Espanha tivesse mais trabalho com o seu adversário das semifinais. Mas não. Um sonoro 3 a 0, inapelável, com uma atuação excelente do meio-campo da Fúria e a total inoperância dos russos tanto no ataque quanto na defesa. Dá pra se dizer, até, que 3 a 0 foi pouco.

Ashravin, destaque da campanha russa, não foi visto em campo, bem como a maioria dos seus companheiros, a exceção do goleiro Akinfeev, que apareceu com boas defesas.

Já a Espanha perdeu logo de cara seu maior destaque na competição até agora, o atacante Villa. Mas em seu lugar entrou o meia Fabregas, que, inexplicavelmente, é banco desse time. Comandou as ações daí em diante, levando a equipe ao ataque. Os meias Xavi e Iniesta também apareceram bem, assim como David Silva, deslocado para o ataque na saída de Villa.

Tradição x afirmação

A Espanha chega muito bem credenciada à final, jogando um futebol envolvente, de toque de bola, com jogadores leves no meio-de-campo (pouco comum na Europa) e um ataque poderoso.

Já a Alemanha traz consigo o peso de sua camisa, calejada em decisões, além de uma nova leva de jogadores que, desde a Copa de 2006, vêm se firmando com atuações convincentes e um futebol que voltou a flertar com a qualidade, ainda sem se desguarnecer da tradicional disciplina germânica.

Não podia haver expectativas melhores para a decisão! Receita perfeita de drama, tensão, reviravoltas e, porquê não, bom futebol!

A surpreendente qualidade da Euro 2008 merece um final com chave de ouro, e essas duas equipes poderão proporcioná-lo.

Que vença a melhor!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Fórmula-1: Grande Prêmio da França (Magny Cours)


Em terra de Prost, deu Massa

Na determinação e também na sorte, o brasileiro fez uma vitória importantíssima e marcante

Importantíssima porque Felipe chegou à liderança do Mundial de pilotos. Massa agora está na cabeça, com 48 pontos, seguido pelo polonês Robert Kubica, com 46 pontos. Em terceiro e quarto estão K. Raikkonen e L. Hamilton, respectivamente com 43 e 38 pontos. Massa ainda seria líder mesmo que tivesse chegado em segundo, mas o problema que seu companheiro Raikkonen teve, lhe rendeu o primeiro lugar. Teve sorte sim, mas não deixa de ser merecida, pois Massa já vinha fazendo uma corrida determinada e concentrada, não deixando que o finlandês disparasse na liderança na primeira parte da prova. Assim, o brasileiro foi premiado com a sorte que lhe faltara no início da temporada. Pode ser chavão, mas não deixa de ser verdadeiro: Todo bom piloto precisa ter um pouco de sorte. Que assim permaneça!

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A vitória de Felipe Massa também foi marcante, pois ele acabou com alguns jejuns que já estavam sendo incômodos para o automobilismo brasileiro: Ver o Brasil no topo do mundial era uma sensação que não vinha sendo mais experimentada desde 1993. O outro jejum ficou por conta de Massa ser o segundo piloto brazuca a conseguir triunfar na França. Por lá, nem Senna havia vencido. Quem conseguiu isso pela primeira vez, foi o tricampeão Nelson Piquet, há 23 anos atrás. Aliás, por falar em Nelson Piquet, seu filho homônimo fez (finalmente!) uma boa corrida. Cumprindo a promessa de obter bons resultados nos circuitos europeus, Nelson Piquet conseguiu pontuar pela primeira vez, fazendo ainda uma ultrapassagem na última volta sobre ninguém menos que o bicampeão Fernando Alonso, seu companheiro de equipe. Uma ousadia bonita de se ver no esporte. Parabéns a Piquet, que apesar de ter cometido um erro bobo, foi agressivo, arrojado e corajoso.

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O restante foi o restante. Destaques para o pódio da Toyota com o sempre difícil de ultrapassar Jarno Trulli, a volta de um predomínio claro da Ferrari, os poucos pontinhos que Kubica fez para garantir o segundo lugar no Mundial e a nova temporada de lambanças de Lewis Hamilton. O inglês é esperto e talentoso, porém quando resolve fazer besteira, faz logo uma série em cadeia. Mas engana-se quem pensa que ele está morto...

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Rubens Barrichello chegou na 14ª colocação.

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Próximo Grande Prêmio:

Será no dia 06 de julho, no tradicional circuito de Silverstone, na Inglaterra. É uma pista larga e rápida, exigindo pouco dos freios e muito da pressão aerodinâmica e asa. Com pelo menos 2 pontos claros de ultrapassagem, é garantia de boa corrida!
Até lá!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Tudo igual no Mineirão!

Não vou dizer que foi ruim...

Amigos lixeiros, o empate com a Argentina não foi um desastre, vai. “Também não foi tão bom assim”. Tá rolando um certo exagero por parte da imprensa com a Seleção. Tem muita gente com canetas e microfones na mão que parece torcer para a queda de Dunga...ou melhor, para a entrada de algum técnico específico...um luxo!

Que País é esse?

Não foi catastrófico, mas foi ruim de ver. Joguinho chato demais! Um Brasil e Argentina atípico. Sem brilho, com equipes perdidas em campo, jogando satisfeitas com o empate. A Seleção que, vejam só, dependia dos esforços do bravo, porém, limitado Júlio Baptista. “Los Hermanos” sem Verón e com Riquelme sem opções para jogar, quase acéfalo. Messi, em geral, apagado, apesar de ser sempre perigoso quando com a bola.

Duas equipes iguais no Mineirão. Igualmente fracas. Vão para a Copa por não ter como deixar de ir. Mas, jogando o que estão jogando, vão sem boas perspectivas. Mas ambos são celeiros de craques e logo voltarão ao normal.

Será?

Alemanha: A camisa pesa!

No futebol, tem seleções que, se deixarem chegar, chegam mesmo. É o caso da Alemanha. Felipão já dizia que, taticamente, os germânicos tinham o melhor conjunto da Euro. Além disso, a força física de sempre e o talento de alguns jogadores, como nem sempre.

Como equipes, são diferentes, mas, de igual calibre. A diferença, como no futebol costuma ser, se deu nos detalhes. Um lateral-esquerdo improvisado, Paulo Ferreira (que já é fraco na direita), foi decisivo. Passou boa parte do jogo perguntando aos companheiros lusos “onde está o rapazote com nome cheio de consoantes?”. Schweinsteiger passeou em cima do lateral, antecipando-se a ele no contra-ataque que resultou no primeiro gol alemão, marcado pelo próprio “sopa-de-letrinhas”.

Dois cruzamentos para área, iguais, expuseram o grande defeito da seleção portuguesa, as bolas altas. Felipão tinha razão em temer. Klose e Ballack agradeceram, em lances onde o incansável Paulo Ferreira estava lá para atrapalhar a trajetória lusa na Euro e melar a festa de despedida de Scolari.

Em Tempo:

O balanço de Felipão à frente de Portugal é positivíssimo! De uma seleção de segundo escalão, refém de brilharecos esporádicos de jogadores de razoável talento, os gajos agora se firmaram como futebol de ponta no continente, o que ainda deve durar um tempo, já que seu processo de renovação vem trazendo bons jogadores, como o meia João Moutinho e o ponta Nani.

Em Tempo 2:

Dizem que o favorito para assumir a “equipa do Porto d’Galo” é, de fato, um galinho...

Em Tempo 3:

Cristiano Ronaldo e Deco são craques, mas não jogam sozinhos. Ficaram perdidos na excelente marcação alemã.

Esses aí, quando chegam...

Assim como a Alemanha, a Itália passou em segundo no seu grupo. Quase não passou, mas passou. Assim que eles gostam! Chegam nas competições, jogando “algo muito parecido com futebol”, mas sempre se classificando para fases decisivas.

Uma vez, uma seleção de futebol vistoso, tida como uma das maiores, teve que decidir a passagem para as semifinais de uma Copa com uma Itália, que vinha de três empates em três jogos, com seu maior artilheiro sem fazer gols na competição. É...sobrou para o escrete de craques...

Fica a lição para a Espanha, uma das melhores equipes até aqui. Os ibéricos que, por sinal, adoram trocar o vermelho da Fúria pelo amarelo nessas horas...

Três cores alinhadas na horizontal

No confronto das bandeiras sem criatividade, Holanda e Rússia se enfrentam por uma das vagas nas semis. A equipe dos países baixos vem jogando o melhor futebol da competição até aqui, com grandes atuações individuais e coletivas. Tem a seu favor uma inédita união do elenco, o que, historicamente, não ocorre desde que os jogadores oriundos de ex-colônias, como o Suriname, não se davam com os “brancos” nativos.

A Rússia, com sua boa nova geração, desenvolvida em uma liga impulsionada pela grana dos magnatas locais, chega como azarão ao confronto. Mas tem em seu banco o holandês Guus Hiddink, experiente treinador, estrategista e profundo conhecedor da escola de seu país natal. Não me surpreenderia com uma surpresa...

Duelo de entrões

Arrombando a porta da festa e se convidando para dançar, Turquia e Croácia chegam às quartas-de-final em um embate de azarões. Se tivesse que apostar em alguém aqui, seria a Croácia, com seu futebol vistoso, quase latino, diria. Mas os turcos não estão muito longe, e têm em Nihat uma arma letal.

Vou te falar, viu...

Por que convocar um jogador para um amistoso contra um catadão de reservas de times do Rio “reforçados” por atletas de clubes da série C três dias antes da final de uma competição continental? Para isso:

A grande CBF jogando “a favor” dos seus clubes afiliados. Pra frente, Brasil!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ressaca de paraguaio é pior...

Crônica de um desastre anunciado

O Brasil se acovardou em Assunção. Mas não pela força e qualidade da seleção paraguaia. A Seleção se apequenou em sua própria cabeça. Nas últimas partidas, o que se viu foi uma falta de espírito impressionante. Com três volantes ou apenas um, a equipe não se encontrou. Apática, sem criatividade, sem poder de marcação, desatenta. Para resumir, atuações preguiçosas e descompromissadas.

O problema da Seleção, no momento parece ser mais de cabeça do que somente de ordem tática. A impressão que dá é que, para a maioria dos jogadores, viajar para jogar pelo Brasil se tornou uma atitude filantrópica hipócrita, realizada nas coxas só para manter as aparências. Ou pior, uma colônia de férias destas cheia de crianças ricas e mimadas que não queriam estar lá.

Papo-cabeça?

Não, este colunista não acha que é só o psicológico. Entrar de cara com três volantes me pareceu um tanto quanto exagerado. Compreende-se a tentativa de utilizar Gilberto Silva como terceiro zagueiro, reeditando a dupla de volantes Josué e Mineiro que deu certo no São Paulo em sistema similar. Mas, para isso, os alas deveriam jogar de forma mais dinâmica e o meia de criação se aproximar mais do ataque.

Com Maicon e Gilberto nas laterais, jogadores com boa presença física, porém, não muito criativos, a opção de Dunga não fez a bola fluir no meio de campo e nem a equipe abriu espaços na frente, já que Diego ficou isolado no meio, assim como Luis Fabiano e Robinho no ataque.

Sem direção

A presença de volantes não garante uma equipe nos eixos. Com o perdão dos trocadilhos infames, a qualidade dos nossos cabeças-de-área já não é a mesma. Nenhum dos três que começaram o jogo contra o Paraguai é titular em sua equipe. Sem ritmo de jogo, mostraram-se fracos tanto na marcação quanto na saída de bola. A Seleção não andou em campo. Aliás, só andou.

Pelo menos...

Anderson mostrou personalidade quando entrou. Não se omitiu, arriscou chutes, atacou e ainda ajudou na marcação. O garoto talentoso, porém, irresponsável dos tempos de Grêmio, foi para a Europa e, hoje, é um jogador mais completo, com a consciência tática e versatilidade que os grandes times do velho continente exigem. Pode não ser titular ainda, mas promete.

Escassez?

Fica uma sensação de que, tirando Kaká e Ronaldinho Gaúcho, hoje atletas mais focados em seus respectivos clubes e compromissos particulares, faltam jogadores capazes de definir um jogo em uma jogada. Falta a magia do craque brasileiro.

Tá, temos Robinho. Sempre tem algum despontando em clubes brasileiros, uns podem dizer. Mas eu desafio. Quem tirando os já citados, pegaria a amarelinha com autoridade para resolver a parada?

Futebol de verdade...

É o da Holanda. Que partidaço contra a França! Se não bastou a convincente vitória sobre a Itália, a equipe do ex-craque Van Basten mostrou que futebol moderno não é mais o amontoado de jogadores obstruindo o meio-de-campo. O Time insinuante, cheio de alternativas, mesclando experiência e juventude, sem deixar de lado a ocupação de espaços. Pode não ganhar a Euro-2008, mas que já se credenciou como uma das melhores seleções da atualidade, isso já.

O tal de Sjneider tá jogando muito. Mas a surpresa fica por conta do experiente van Bronckhorst, que deixou o Barça para voltar para seu país, mas vem jogando um futebol exuberante e dinâmico, estando em todos os setores do campo.

Já nos conhecemos?

França e Itália, após as aulas em doídos fascículos ministradas pela Laranja Mecânica, se enfrentam em confronto direto por uma vaga na próxima fase. Ambas, é claro, torcendo para a Romênia não ganhar da Holanda, que deve poupar jogadores para esta partida. Jogadores experientes e de renome na Europa, ambas possuem. Resta saber se jogo coletivo também. Imperdível!

Fúria até o fim

Em outra boa partida, a Espanha venceu a Suécia com um gol do artilheiro da Euro, David Villa, no apagar das luzes. Se não acontecer nada de anormal, ambas devem avançar. A Fúria já tá lá, dando a pinta de sempre e torcendo para a meia-noite não chegar, como de hábito, e fazer a carruagem virar abóbora. A Suécia precisa, pelo menos, empatar com a Rússia, que não trouxe uma equipe competitiva, apesar de estar em um processo de renovação que ainda pode dar o que falar.

Banho turco de água fria

A República Tcheca, tida por muitos como uma das favoritas para a Euro, não disse ao que veio. Ganhava a partida decisiva contra a Turquia até os 41 do segundo tempo, quando o infalível Petr Cech falhou, e feio, deixando Nihat sozinho para marcar. Este mesmo jogador, minutos depois, recebeu cara a cara com o gigante arqueiro e decretou a virada da surpresa turca, numa verdadeira Retomada de Constantinopla!

Não contavam com minha...

A derrota para a Croácia colocou a Alemanha em rota de colisão com Portugal já nas quartas-de-final. Duas das favoritas para a competição medirão forças, em um duelo do bom futebol, porém, um tanto verde da equipe de Felipão contra a mescla de estilos dos renovados germânicos. A conferir

De Cuba é mais gostoso!

Parabéns as meninas do Basquete brasileiro, que conquistaram uma vaga para Pequim ao derrotarem as cubanas no pré-olímpico de Madri! Essa nova geração da bola laranja de saias (nossa...) mostrou personalidade, e, mesmo com problemas internos, superou adversidades e classificou-se para as Olimpíadas, o que, para elas, já é uma grande vitória

Em “problemas internos”, leia-se...

Iziane deu muito mole. Uma das melhores jogadoras dessa geração, tida como estrela desta equipe, reclamou muito ao ser substituída na partida contra as bielo-russas, que garantiu a estas a vaga antecipada aos Jogos. Quando o técnico Paulo Bassul chamou-a para voltar à quadra, recusou-se. De imediato, o treinador chamou outra atleta e avisou Izi que ela estava fora.

Uma pena para o Basquete brasileiro a ausência de Iziane, que não deve disputar as Olimpíadas, mas é uma lástima maior para a jogadora. Discordar da substituição é um direito dela, mas a insubordinação não pode (e não deve) ser tolerada. “Quando ela disse não, ela não negou a mim, mas a todo o grupo”, analisa Bassul, que mostrou pulso de verdadeiro líder. Bola fora (e das grandes) da nossa craque! Torçamos para que isso se resolva, pelo bem de todos.