segunda-feira, 11 de agosto de 2008

O Domingo Ultra-Esportivo

Por Raphael Dias Nunes


O Brasil Jogos Olímpicos Pequim 2008


Judô

O Brasil conquistou suas primeiras medalhas olímpicas no quarto dia de jogos olímpicos. Mais uma vez, o judô está presente no quadro de medalhas brasileiro e é agora, empatado com a vela, o esporte que mais trouxe medalhas olímpicas para a nossa nação. As medalhas - ambas de bronze - vieram com Ketleyn Quadros e Leandro Guilheiro. Os judocas foram derrotados nas semi-finais, mas conseguiram se recuperar na repescagem e arracaram o bronze em excelentes lutas decisivas. Ketleyn, aliás, foi a primeira atleta brasileira (do sexo feminino) a conquistar uma medalha olímpica em categoria individual.


A decepção ficou por conta de João Derly, que infelizmente foi derrotado por uma zebra portuguesa em um confronto em que o brasileiro perdeu a concentração e deixou-se levar pelo nervosismo e um pouquinho também pelo azar...

Mas ainda há esperanças com Thiago Camilo e Danielli Yuri, que irão para o tatame na madrugada de hoje para amanhã. Boa sorte para eles!


Basquete Feminino

O basquete apresentado pelas meninas do Brasil está deixando saudades dos tempos da geração de prata de Atlanta, 1996. O time brasileiro foi derrotado pela Austrália, evitando um vexame maior no fim da partida, que conseguiu diminuir uma diferença que se mantinha entre os 20 pontos, para apenas oito. O time peca demais na armação das jogadas e apresenta extremas dificuldades para conseguir converter os arremessos, inclusive os lances-livres! Sem a bola chegar na pivô Kelly, que vinha dando conta nas cestas e nos rebotes, a equipe perde consideravalmente em seu poder ofensivo. A derrota para o forte time australiana era algo já esperado, mas as brasileiras perderam de uma forma boba para a fraca Coréia do Sul. O grupo de Paulo Bassui precisa vencer a Letônia depois de amanhã, senão, adeus Olimpíadas.


Basquete Masculino

Poisé! Escolham outra seleção para torcer, pois, para quem não sabe, o Brasil está fora desta categoria, pelo terceira Olimpíada seguida. E pensar que nossa seleção masculina já fora duas vezes campeã mundial...


Volêi

Aí sim o Brasil está fazendo bonito. No feminino de quadra, uma vitória arrasadora sobre as grandalhonas russas, com o time jogando bem e consistentemente. Destaque para a levantadora Fofão, que distribuiu o jogo maestralmente, fazendo a diferença na qualidade do ataque e confundindo o bloqueio das russas. Fabiana vira todas as bolas do meio e pelas pontas, a notável Paula Pequeno faz a diferença também. Se essa equipe trabalhar bem o lado psicológico, esquecendo os traumas de ficar sempre no "quase", vai ser difícil para as adversárias gringas tirarem o ouro de nossas belas jogadoras. A conquista é mais do que merecida. E tá na hora.


No masculino, depois uma fácil vitória sobre a fraca seleção egípcia, o time de Bernardinho tem uma parada bem mais dura em busca do bicampeonato olímpico: A Sérvia. Será um bom teste para nosso time, que enfrentou turbulências internas e parece já ter superado esses problemas. O jogo será daqui a pouco, às 03h30m da madrugada de segunda para terça. A conferir.


Vôlei de Praia

Todas as duplas brasileiras venceram seus primeiros jogos. Mantenho minhas fichas apostadas em um ouro certo para a dupla de Ricardo e Emanuel. Entre as meninas, a recém formada dupla Ana Paula e Larissa conquistaram uma importante vitória, dando um grande passo para superar a tristeza da lesão da companheira Juliana. Destaque também para a dupla estreante Renta e Talita, que começaram sua partida de estréia tensas, mas foram recuperando a moral e venceram de virada. Boa sorte para elas também!


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Campeonato Brasileiro - Termina o primeiro turno

Com o Grêmio sagrando-se o campeão virtual da primeira metade da competição, o Brasileirão em sua versão de 2008 parece mesmo ser a mais disputada desde a era dos pontos corridos. Pelo menos até agora, não se pode apontar um favorito único ao título. Além do tricolor gaúcho, Cruzeiro, Palmeiras, São Paulo e até o Flamengo, Coritiba e Botafogo parecem mostrar força para brigar pelas primeiras posições. No outro extremo da tabela, temos os times que agonizam com fracas campanhas. São eles, Ipatinga, Santos, Fluminense, Vasco, Atlético-PR e Náutico. Mas o campeonato chegou somente em sua metade e muita coisa pode oscilar neste ineditamente imprevisível Campeonato Brasileiro.

Entre os cariocas, pode-se dividir - até agora - as campanhas em dois blocos: Flamengo e Botafogo brigam pelos sonhos das posições mais elevadas, enquanto Fluminense e Vasco lutam contra o pesadelo da Segunda Divisão. Que fique claro, esse é o retrospecto até o momento. Como eu mesmo disse, muita coisa pode mudar.

Jogando em casa e com o apoio de suas torcidas, o grupo carioca "de cima" venceram suas partidas por 1 a 0 e avançam até os mesmos 31 pontos na tabela, a apenas 2 pontinhos do G4.

Já o outro bloco - Flu e Vasco - jogaram suas partidas fora de casa e foram derrotados. Hoje, ocupam duas das quatro incômodas últimas colocações da zona do rebaixamento. Em comum também, os dois times tiveram quedas recentes de seus técnicos. Renato Gaúcho deixa o tricolor para assumir o já conhecido Cuca. E o técnico Tita fez uma estréia completamente melancólica pelo time da colina. O engraçado é que no intervalo do primeiro tempo do jogo, quando o Vitória ainda vencia o Vasco por 2 a 0, Tita afirmou que estava contente com a equipe e que o grupo era bom. Já no final da partida, seu discurso sofreu uma radical modificação. Ai ai ai...



quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Acorde! A Olimpíada já começou!

Por Raphael Dias Nunes

Seis da manhã em ponto. Vamos acordar para ver o jogo do Brasil, né? Eu conseguia acordar até as 4 da matina para ver a largada do GP da Malásia, por que não para ver o nosso primeiro passo rumo ao inédito ouro olímpico? Por um instante, esqueci que há partidas que são sofríveis, sonolentas. E, ao contrário da Fórmula-1, as emoções da largada já são suficientes para me despertar. Como nenhuma equipe não fez nenhum gol no primeiro minuto de jogo, pus-me a dormir novamente. Confesso, não consegui! Acordei no show do intervalo e vi que a Bélgica deu um sufoco danado na gente. No segundo tempo, vi o Pato perder pelo menos duas boas chances de gol. E dei um pulo de susto quando ouvi a histeria de Galvão no primeiro e único gol da partida. E a partida terminou 1 a 0 pro Brasil, né? Foi isso. Perdoem-me. Prometo acordar com disciplina chinesa na próxima partida e escrever algo decente para vocês, leitores!


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Campeonato Brasileiro - O primeiro turno se aproxima do fim

E o nosso longuíssimo campeonato brasileiro vai chegando à metade. Até agora, pelo menos, parece ser o mais disputado dos brasileiros desde a era dos pontos corridos. O Grêmio segue firme na liderança, formando um até agora sólido bloco do G-4, junto com o regular Cruzeiro, Palmeiras.
A última vaga, ocupada pelo São Paulo já não se pode dizer que é tão consistente assim, pois abaixo dela, vem uma turma que vem com sede para tomar essa vaguinha. Apesar da má fase dos rubro-negros Vitória e Flamengo, eles ainda são fortes candidatos. Além deles, o Coritiba e o Botafogo vêm no embalo, após empolgantes vitórias fora de casa. Ainda resta o Sport, que tem a força de seu caldeirão da Ilha do Retiro a seu favor.
O bloco intermediário está completamente embolado, assim como os times que os ocupam, que ainda não conseguiram se firmar com regularidade no campeonato. O Náutico abre a degola da tabela, que também promete ser disputada entre Santos e Fluminense, neste segundo turno. Já o Ipatinga... veio somente a passeio para Série A, já tem meia passagem comprada de volta para a segundona e dificilmente escapará.


A RODADA DAS CONTAGENS

Segue abaixo um breve resumo do desempenho dos cariocas nesta décima oitava rodada do Brasileirão, no já conhecido modelo de crônica esportiva reescrito e reiventado pelo nosso grande amigo Alexandre Vasconcellos. O cronista que vos escreve apenas teve o trabalho de copiá-lo descaradamente, por achar que é uma boa idéia.


Terceira Seguida

O Botafogo, de forma heróica, conseguiu uma importante vitória sobre o Figueirense no Orlando Scarpelli. Importante pois o resultado manteve o glorioso vivo na briga pela ascenção rumo ao grupo do G4 - meta feita por Ney Franco junto à diretoria há algumas rodadas atrás. Heróica, pois desde os 25 minutos do primeiro tempo, o alvinegro carioca ficou com apenas 10 jogadores. Tudo isso devido a mais uma infantilidade do talentoso/ irregular/ nervosinho Carlos Alberto. Quando o time já vencia por 1 a 0 - com um belo gol de Túlio - o meia conseguiu levar dois cartões amarelos em poucos minutos e quase coloca tudo a perder. O Bota, que já vencia por 1 a 0, não se intimidou e seguiu jogando de igual para igual até conseguir o seu segundo gol, no início da etapa final.
Depois disso, o time da estrela solitária seguiu até melhor, mas sofreu um gol, ao meu ver, irregular do Figueira: O atacante Rafael Coelho, malandramente fez a famosa "cama de gato" em Renan, que soltou a bola em seus pés e aí ficou fácil marcar. O jogo seguiu emocionante, com o Figueira sufocando o time visitante, que recuado, defendeu-se com eficiência até o apito final.
Com o resultado, o Botafogo conseguiu sua terceira vitória seguida e enfrentará no domingo o também embalado Palmeiras de Luxemburgo, forte candidato ao título. Esse jogo no Engenhão promete!

Terceira seguida (2)

Só que de forma inversa ao Botafogo, O Flamengo perdeu sua terceira partida consecutiva. O azar reina na Gávea, que agora sofre mais ainda com contusões e desfalques de seus jogadores. Na partida de ontem, foi a vez de Vandinho se machucar. Mais um atacante a menos...
E o placar de 2 a 1 para o Goiás não foi dos mais coerentes: O urubu vinha jogando com muito mais vontade de vencer que o time da casa, quando levou um gol bobo, nos acréscimos. Gol esse, bobo até demais, num lance de ataque despretencioso do time esmeraldino, que se aproveitou de um incrível cochilo da zaga rubro-negra. O empate seria mais justo, mas o Fla não deixa de ser o grande responsável por mais uma lamentável derrota.

A fase que já não era boa, ficou ainda pior. Além dos desfalques intermináveis, um grupo de "torcedores" ainda teve sua parcela de contribuição para a coisa ficar do jeito que está. A baderna e a repugnante violência promovida no treino na Gávea, interferiu diretamente na até então certa transição do uruguaio Richard Morales para o Fla. Que me perdoem o termo, mas que esses torcedorezinhos são uns desocupados de merda, na boa. E ainda tem gente que acha que o que eles fazem tá certo....
Com tudo isso, a minha contagem segue: Obtendo apenas 2 pontos de 21 possíveis, agora são sete partidas sem vencer.

A reabilitação em grande estilo

O tricolor venceu o São Paulo. Sim, o tricolor, que jogou do jeito que o verdadeiro tricolor de Nelson Rodrigues. Com autoridade, de virada, o Fluminense repetiu o placar das quartas-de-final da Libertadores sobre o time de Rogério Ceni: 3 a 1, com o mesmo Washington brilhando. Três golaços, pois até o gol de pênalti foi um golaço. O segundo, um balaço imperdoável, à queima roupa em que o goleiro deve estar procurando a bola até agora. E o terceiro, no peito, na raça, com a bola entrando chorada.
Os gols, a atitude e até o apelido do centroavante tricolor reflete o espírito que deve ser assumido por todo o grupo, daqui por diante. E com essa garra, disposição e vibração, o time das Laranjeiras pode ir longe. Vencer de um forte adversário como o São Paulo da forma que foi vencido, foi o combustível inicial para a recuperação do Flu no campeonato. Potencial, o grupo já mostrou que tem. E quando os Thiagos voltarem, a coisa pode realmente melhorar definitivamente.

A torcida, que foi ao Maracanã vestida de preto e com caixões protestar, teve de retribuição a melhor apresentação do Fluminense no campeonato. Com isso, Renato Gaúcho respira. Sua equipe irá agora até Minas Gerais, enfrentar o lanterna Ipatinga. Um jogo importante para as duas equipes, que estão nas duas últimas colocações. Uma vitória do tricolor pode até fazer com que o time saia da zona do rebaixamento.

Só para descontrair, publico aqui uma gafe de Cléber Machado sobre a pronúncia do nome Richarlyson. Bons risos!
Créditos: Alexandre Vasconcellos.

Dispensando comentários

O Vasco. Perdeu mais uma em casa, desta vez para o Coxa. Time em crise, perdido, sem rumo. Antonio Lopes caiu. Seria o último vestígio de Eurico deixando o time cruzmaltino? Acho pouco provável. Assume Tita, que é um bom técnico. Alguma coisa precisava mudar no Vasco. Só não dava mais era pro Dinamite ficar somente assistindo a tragédia anunciada. Que outros ventos soprem em São Januário, pois a coisa tá realmente feia por lá...
No mais, dispenso comentários. Apenas aguardarei, com uma certa ansiedade.


Fotos: globo.com (Botafogo, Fluminense e Vasco) e lancenet (Flamengo)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Alegria de uns...

Por Raphael Dias Nunes

Fórmula-1
A alegria de uns é a tristeza de outros. Neste caso a festa finlandesa no pódio e alegria da primeira vitória de Heikki Kovalainen deram lugar ao pecado da Ferrari de Felipe Massa ter quebrado há 3 voltas do fim, quando liderava. Sem sombra de dúvidas, foi uma das melhores corridas de sua carreira. O pulo da terceira para a primeira posição na primeira curva, foi de levar o espectador ao delírio em plena manhã de domingo. De comemorar como um gol para os mais esclarecidos, pois sabe-se que no circuitinho de Hungaroring, virar a primeira curva em primeiro é praticamente garantir uma vitória. Foi o que Massa fez. Impecável, depois da largada épica, foi veloz enquanto teve Hamilton em sua cola, não permitindo que o inglês esboçasse ameaça nos pits stops. Quando teve folga, após o furo do pneu da McLaren de Lewis, o brasileiro poupou o seu Ferrari. Fez tudo certinho. Mas a Fórmula-1 prega momentos cruéis. Massa não foi o primeiro a ser vítima desse tipo de frustração. E nem será o último. Campeões mundiais como Senna, Mansell e Mika Hakinen já viveram situações extremamente semelhantes à de Felipe na Hungria. Engana-se quem pensa que Massa está morto...

Os seus rivais Raikkonen e Hamilton é que se deram bem. Sem a vitória de Felipe, eles ainda ganharam uma posição no final da prova e conseguiram somar mais alguns pontinhos importantes nesse imprevisível mundial.
Nelson Piquet fez uma boa corrida e pontuou mais uma vez. Agora já são três corridas que o brasileiro conseguiu pontuar.
Outro destaque foi a segunda colocação da Toyota do alemão Timo Glock. O bloco de equipes intermediárias (Renaut, Toyota, Red Bull, Willians e Honda) já ocupavam a terceira colocação do pódio em três corridas consecutivas. Agora, há duas corridas que elas ocupam a segundo lugar mais alto do pódio. Isso mostra que definitivamente, a Fórmula-1 voltou a ser competitiva. A "era Schumacher" já foi-se embora e não deixa mais nenhum vestígio de saudade aos amantes da competição esportiva.



Futebol: Os cariocas na 17ª rodada do Brasileirão


Agora são seis
O Flamengo perdeu a sua segunda partida consecutiva e confirmou sua queda de rendimento no campeonato. Jogando diante de sua torcida, o rubro-negro permitiu que o Cruzeiro virasse a partida em menos de cinco minutos. Foi um golpe duro e rápido, que fez com que o urubu ainda saísse do grupo da Libertadores, para a sexta colocação. E parecia que não era mesmo o dia do Flamengo... Em um lance bobo, Diego Tardelli fraturou o braço e ficará de fora por um longo período. Resta ao grupo esquecer os maus momentos e buscar a reabilitação, pois com uma sequência de duas vitórias, pode-se voltar a brigar pela liderança. A Caio Júnior, resta rezar para que a diretoria traga pelo menos mais um atacante...
O time da Gávea agora amarga seis partidas seguidas sem vencer. Até quando eu vou continuar também amargando nessa contagem?


O Vasco humilha
Mas também é humilhado. André Lima - em grande estréia - iniciou a goleada com dois gols em que o atacante encontrava-se em posição irregular. E não adianta reclamar da arbitragem, pois o goleiro Rogério Ceni tratou ainda de fazer mais dois gols legítimos. Resultado: São Paulo 4 x 0 Vasco, que pareceu nem ter entrado em campo. O time de São Januário sofre de uma espécie de crise de personalidade. Alternando partidas em que joga extremamente entusiasmado, motivado e determinado, a equipe em outras ocasiões (principalmente fora de casa) apresenta um futebol burocrático, lento, sem objetividade... torna-se uma vítima fácil e não esboça qualquer reação. Parece se conformar com a derrota. Foi o caso do desastre de ontem.
Quanto ao elenco, que este pare de ficar externando suas intriguinhas internas e resolva os seus problemas longe das câmeras e microfones. Parar de reclamar dos outros já é um primeiro (e bom) passo para voltar a jogar bola de verdade, com regularidade.


Evitando uma tragédia maior dos cariocas
O Botafogo venceu. E venceu bem, conquistando a primeira vitória fora de casa. Para os botafoguenses mais superticiosos, a vitória só poderia vir na Arena da Baixada, local onde o Atlético Paranaense já sofreu uma outra goleada maior do que os 0 a 3 de ontem. Supertições à parte, o resultado fez com que o alvinegro subisse uma posição na tabela, chegando aos 25 pontos. O próximo desafio é também fora de casa, contra o Figueirense. Se vencer, a equipe de Ney Franco pode realmente começar a aspirar bons sonhos para o segundo turno.


Na mesma
Perdendo mais uma, ficou na mesma. O jogo contra o Inter foi bem deescrito por Fernando Calazans hoje. A óbvia e ultrapassada tática técnica em campo: O time que vence recua e o time que perde ataca. Foi o que aconteceu. Depois de levar o segundo gol, o Flu resolveu começar a buscar o resultado, mas apenas um gol de Somália não resolveu: Flu 1 x 2 Inter. A situação só não ficou mais grave, pois os demais times na zona de rebaixamento também perderam suas partidas e mantiveram-se com os mesmos 13 e 17 pontos. Portanto, a situação do tricolor continua sendo a mesma do final da rodada anterior. Só a paciência do torcedor que não é a mesma...
Ânimo para esse elenco, que já mostrou que tem capacidade de ser brilhante e um dos melhores do país. Pois a remada no segundo turno, terá de ser longa!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

O CHORUME - FUTEBOL

Por Raphael Dias Nunes

Agonia tricolor


A coisa não anda boa para o tricolor das Laranjeiras. Após duas derrotas seguidas, o Flu permanece com os mesmos 13 pontos do lanterna Ipatinga. E, mesmo se vencer sua próxima partida contra o Internacional no Maracanã, o time ainda permanecerá na penúltima colocação, visto que os dois outros times que ocupam a zona de rebaixamento - Goiás e Santos - já possuem 17 pontos. Resta ao Flu esquecer a péssima campanha feita no primeiro turno e buscar a reabilitação na segunda fase do campeonato.

E agora Renato?

Renato Gaúcho ainda tem que quebrar a cabeça para montar seu time na próxima rodada. Além dos Thiagos, que concentram-se para os Jogos Olímpicos, o treinador não poderá contar com Washington e Tartá, ambos expulso injustamente contra a Portuguesa. Aliás, o atacante conhecido por Coração Valente não merecia. Em toda sua carreira ele teve uma postura íntegra, sem agressões e o árbitro Alício Pena caiu que nem pato na encenação tosca que o zagueiro da Portuguesa fez. Um papelão que merecia uma punição ao ator-jogador da Lusa. Para piorar a situação, Arouca fraturou a mão e desfalcará o time na próxima rodada.
Em contrapartida, o Fluminse terá Luis Alberto, Junior Cesar e Sandro, que voltam à equipe depois de cumprirem suspensão. Além disso, o clube ainda contratou o capitão da LDU Urrutia, como um dos reforços da temporada. Vamos ver se ele vinga, como vingou na Libertadores...


Agora são cinco

E o Flamengo hein? Após mais uma derrota - desta vez contra o Palmeiras - o rubro-negro confirma sua descenção e cai para quarta colocação, sem chances de recuperar a liderança na próxima rodada. Com a sequência de resultados, o clube atravessa uma fase de cinco jogos sem vitória no brasileirão.

Apesar da temporária má fase, o reencontro com a vitória pode vir em grande estilo, já que o Urubu joga em casa contra o Cruzeiro, adversário direto na briga pelo título. E se Vagner Love realmente vir por aí, o time pode voltar a ter um bom elenco no ataque.

E agora Renato? (2)

A fama de cavalo paraguaio começa a rondar a Gávea. Eu particularmente, sinto falta das piadinhas de Renato Maurício Prado, como ele fez com o Botafogo no ano passado, que vivia uma campanha de primeiro turno até então semelhante à do Fla. O colunista explicita seus critérios e suas paixões de uma forma nítida: Com o fracasso de um, ele se empute. Já com o fracasso de outros, ele faz gozação...


O Gigante da Colina reaparece

Mas por enquanto somente na colina mesmo. Jogando de forma avassaladora, o Vasco aplicou uma humilhante goleada em cima do Atlético Mineiro. Um resultado expressivo para uma campanha que não acompanha o futebol apresentado ontem pelo time cruzmaltino. Com a vitória, a equipe se afasta da zona de rebaixamento e respira. Respira aliviado também, o técnico Antônio Lopes, que vinha sendo sondado para deixar o cargo. Agora, o treinador tem que acertar alguns detalhes na zaga vascaína, pois o ataque anda bem. Somente assim, o Vasco poderá fazer uma campanha regular e aspirar algum sonho neste longo campeonato.

O placar de 6 a 1 serviu também para tranquilizar, pelo menos temporariamente, a situação turbulenta que assombrava São Januário. A torcida pixava muros e fazia protestos antes da partida. Tinha gente até pedindo a volta de Eurico Miranda! Imagine que cena seria o ex-deputado voltando nos braços do povo... A imensa torcida bem feliz vascaína não merecia isso.


Os visitantes que se cuidem

Pois no Engenhão, o Botafogo está tornando-se uma equipe difícil de ser batida. No restrospecto, nas últimas três partidas disputadas em casa, o glorioso marcou 10 gols e não sofreu nenhum. Voltando a apresentar um bom futebol, o time de Ney Franco confirma sua reabilitação no Campeonato Brasileiro e já começa a sonhar em alcançar o grupo do G4. Mas para isso, o time da estrela solitária precisa melhorar suas campanhas fora de casa. Sem o mando de campo, o Bota ainda não conseguiu obter uma vitória sequer. E agora terá pela frente dois confrontos fora. É uma boa oportunidade para acabar com esse dado e aproximar-se de vez do sonhado grupo que se classificará para a Libertadores. Caso isso não aconteça, a comissão técnica e os jogadores terão que voltar a pensar em fugir da zona de perigo novamente.

Maravilha!

Deu a louca em Túlio, que em noite de artilheiro, marcou os dois gols do Botafogo na partida contra o Goiás. Mas o volante alvinegro já havia dito que o lugar dele no time, não é de artilharia e que apenas soube aproveitar bem as chances que teve.
Maaas, entretanto, todavia, o Túlio Maravilha tratou de dar a resposta e mostrar que artilheiro é ele! Quatro gols marcados na vitória de 4 a 0 do Vila Nova sobre o Marília, pela série B do Brasileirão. Dá-lhe Túlio! Ou melhor, dá-lhe Túlios!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Pontaria Zero" no Maraca

Por Alexandre Vasconcellos e Raphael Dias Nunes

Um zero a zero atípico

Apesar do placar, o clássico entre Flamengo e Botafogo foi eletrizante do início ao fim. Os rubro-negros, mandantes do jogo e, consequentemente, com maior público presente no Maracanã, tiveram mais iniciativa no primeiro tempo. Já na segunda etapa, o Bota dominou integralmente. Era uma partida merecedora de gols, pois foram muitos, mas muitos lances de emoção. E uma enxurrada de chances perdidas também.

Os destaques do jogo ficaram com os zagueiros e os goleiros, já que os atacantes não tiveram competência para estufar as redes. Renato Silva e Fábio Luciano conseguiram tirar bolas em cima da linha, em lances incríveis. O Flamengo ainda agoniza com a saída de Marcinho e a torcida perdeu de vez a paciência com os seus atacantes. Sobrou para o ídolo Obina, que saiu de campo vaiado. Com o empate, o Fla completa 4 partidas sem vencer e permanece na segunda colocação, mas vê os seus adversários se aproximarem cada vez mais.

O Botafogo não só perdeu muitos gols, como também perdeu uma posição na tabela (11º). Apesar disso, a equipe apresentou um bom futebol no segundo tempo, principalmente com a entrada de Lúcio Flávio. Destaque também para o meia Carlos Alberto, que foi um dos melhores em campo e vai se firmando cada vez mais na equipe. Ainda no grupo da Sul-Americana, a equipe de Ney Franco tem a meta de se aproximar dos líderes, mas deve se cuidar: O alvinegro está apenas a 3 pontos da zona de rebaixamento.

Lembram da “Luz Amarela”?

É...ficou vermelho-berrante! A coisa para o Flu está muito feia. Brigas internas entre dirigentes, com patrocinadores, comissão técnica, empresário de jogadores, além de uma demora incrível para contratar reforços, apesar do apoio financeiro do patrocinador e de um grupo de supermercados para tal. Enquanto isso, a Europa e a Seleção Olímpica desfalcam o elenco tricolor, que ainda pode ter mais perdas.

Se não bastasse este cenário, meio "Trapalhões", meio "Sexta-feira 13", uma equipe toda remendada perdeu para o Cruzeiro (3 a 1), sábado, no Maracanã, de forma assustadoramente tranqüila, sem que os mineiros precisassem se esforçar, ou até jogar bem. Resultado: Flu é o vice-lanterna, a 3 pontos do primeiro fora da degola, que, por sinal, é o Vasco.

Ciranda, cirandinha...

Renato, qual é a brincadeira do Brasileirão agora? Ta pintando uma Dança das Cadeiras...

Ou pior: Cai-Cai Balão.

“Não priemos cânico”

A tradicional frase do Chapolim é bradada a plenos pulmões por parte da torcida e diretoria. Mas as estatísticas, sempre escorregadias e traiçoeiras, jogam contra o Flu. De acordo com o Blog da Flusócio, o desempenho tricolor nas 15 primeiras rodadas deste Brasileirão é IDÊNTICO ao dos campeonatos de 1996 e 1997, dos quais o final não traz boas lembranças para a torcida tricolor, que não merecia (e nem esperava) vivenciar novamente este drama, dada a grande e bonita festa que vem fazendo ao longo do ano, em especial durante a Libertadores.

1996 (13PG, 3V, 4E, 8D, 14GP, 33GC)
1997 (13PG, 2V, 7E, 6D, 16GP, 25GC)
2008 (13PG, 3V, 4E, 8D, 15GP, 21GC)
(PG= pontos ganhos/ V= vitórias/ E= empates/ D= derrotas/ GP= gols pró/ GC= gols contra)

Pênalti, pênalti, pênalti...

Para combinar com a antiga música do Skank, antecessora da também futebolística “Uma Partida de Futebol”, o Vasco, realizando um campeonato apático, resolveu quebrar recordes: o primeiro, fazer três pênaltis em apenas um tempo. Pior: em um intervalo de 17 minutos. Três gols de Kleber Pereira, artilheiro do Brasileirão com 10 gols, ao lado de Alex Mineiro (que também fez gol de pênalti na rodada).

Fui dar uma voltinha...

Com um time cheio de garotos e jogadores desconhecidos, o Vasco foi passear na Vila Belmiro contra um combalido Santos, que retribuiu o favor e deu um senhor passeio nos visitantes. Só não levou mais que os 5 a 2 pois o Peixe resolveu passear também em campo durante a segunda etapa.

Lopes já balança na colina, e há quem diga que poderá receber um “bilhete só de ida” em caso de novo tropeço contra o Atlético Mineiro, em casa. Com ou sem o técnico campeão da Libertadores de 1998 pelo clube, o Vasco enxerga cada vez mais perto a zona de rebaixamento, e cada vez mais longe algum resquício de qualidade em seu elenco, em especial no setor defensivo.

Hoje são eles...

O Grêmio, atual líder, um ponto à frente do Fla, não jogou lá essas coisas no empate, em casa, contra o Palmeiras. Pelo menos não perdeu.

Mas o time de Luxa, quietinho, vai subindo a tabela (6º), assim como o São Paulo de Muricy (5º). Cruzeiro e Vitória já mostram sinais de cansaço, sem falar na série de quatro jogos sem vitória do Fla.

Nesse campeonato, de baixo nível técnico e grande equilíbrio entre, pelo menos, oito equipes, qualquer um pode chegar. Mas, pela estrutura e elenco que dispõem, São Paulo e Palmeiras já ameaçam os times que hoje estão na zona da libertadores, e logo devem estar nas cabeças.

De qual lado estará o fio?

Torcida, especialistas e até o próprio Bernardinho se perguntam: será que a Seleção virou o fio?

Pela primeira vez desde 1998, nosso volei masculino não ocupa um luagr no pódio da Liga Mundial. Esta, por sinal, disputada no Brasil a menos de três semanas do início dos Jogos Olímpicos, maior objetivo desta equipe, tida como a melhor do mundo nos últimos seis anos, pelo menos.

Jogadores e comissão técnica parecem ter sentido o duro golpe das derrotas para os Estados Unidos, na semifinal, e Rússia, na disputa do bronze. Bernardinho é pródigo em transformar fracassos homéricos em vitórias heróicas. Mas o tempo é muito curto, e os problemas que a equipe apresentou foram maiores do que se poderia prever.

Ficamos na torcida. O Brasil é hoje uma potencia mundial no volei muito em função do trabalho do genial e genioso treninador nos últimos anos, junto a duas gerações de talentosos jogadores, expoentes em suas posições. O ouro de Pequim pdoe não estar mais tão perto e certo quanto parecia. Mas, definitivamente, não está tão longe assim.

Brasil impiedoso contra poderosa...

Cingapura. É, a Seleção Olímpica de futebol ganhou por 3 a 0 do escrete local, somado a dois destaques da liga nacional deste país. Não é nada, não é nada...não é nada mesmo. Por mais que se alegue dificuldades, essa estratégia da CBF de se realizar amistosos contra equipes de baixíssima qualidade antes de competições pode não dar certo. Mas já valeu o planejamento de se levar esses jogos para o fuso horário das Olimpíadas.

Antes que eu me esqueça

O Gaúcho jogou bola. Jogou bem direitinho. Boa movimentação, participativo, a técnica absurdamente absurda (e merecedora de pleonasmos) de sempre e um gol de oportunismo. E aprece que está bem feliz e focado na parte física, para ganhar preparo e perder o tônus de seu pânceps, que vinha impressionando nos últimos meses de inatividade.

Ele, de fato, é uma aposta de ouro para o Brasil nos Jogos. E, de certo, para o Milan também. Só cabe a ele trazer resultados para aqueles que o bancam. Gênio, ele foi. E pode ser, ainda.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Trocando os pés pelas mãos

No alinhamento de equipes de meio de semana da primeira divisão do Ludopédio nacional (cate no google), o destaque ficou por conta de um jogo polêmico, onde as mãos foram mais protagonistas que os pés.

Flamengo, líder, visitava a Portuguesa, no Canindé na noite desta quarta-feira. Bola na área, desvio no primeiro pau, Ronaldo Angelim abre o placar para os rubro-negros. Gol de mão, como o próprio confirmara no intervalo. Pênalti para os donos da casa. Diogo bate e as mãos do goleiro Bruno param a bola. Só que, para o juiz, o arqueiro do Fla se adiantara na cobrança. Diogo volta a bater e desta vez as mãos do arqueiro não impedem o gol.

Segundo tempo: repetição na origem dos gols. Bola na área da Lusa, Diego Tardelli desvia a pelota com a mão, Sérgio defende e Ibson faz o gol no rebote. 2 a 1 Fla. Novo penal para a Portuguesa, desta vez sem problemas para Diogo fazer na primeira tentativa. Jogo empatado.

A limitada Lusa, comandada pelo estreante Valdir “Barbecue” Espinosa, merecia o empate, já que criava mais chances que o Fla e fora prejudicada nos dois gols rubro-negros.

Penal para os visitantes. Ibson na cobrança...e Sérgio espalma. Mas logo o árbitro Sálvio Espíndola, usando o critério da primeira cobrança, manda voltar o tiro livre. Ibson parte novamente para a execução...e Sérgio defende novamente!

Com o empate, o Fla pode ver a liderança escorrer por suas mãos e ir parar nas do Grêmio, caso este vença o Figueira hoje, em Floripa. Já a Lusa, apesar de jogar bem, deve levantar as mãos para os céus em agradecimento pelo resultado. Para os céus e para Sérgio.

Vale ressaltar que,

Apesar da queda de rendimento nos últimos jogos, o Flamengo ainda é um dos favoritos ao título. Mas cria muitas chances e transforma poucas destas em gol. A ausência de Marcinho é sentida, não pelo grande craque que este seja, mas sim pela qualidade de seus substitutos.

Mesmo assim, não tiraria a minhas fichas do vermelho e do preto ainda não.

Emoção e luz amarela no clássico do Maraca

No Maracanã, Vasco e Fluminense protagonizaram um clássico emocionante, apesar de tecnicamente inconstante. Belos gols e lances bisonhos alternaram as duas equipes, ambas com seu sistema defensivo em noite pouco inspirada.

O Vasco, que chegou a abrir 3 a 1 com grande atuação de Edmundo e Leandro Amaral fazendo um gol difícil e perdendo outro incrivelmente fácil, deixou um Flu pouco inspirado e até um tanto sem vontade empatar em 3 a 3, graças ao garoto Tartá e aos atacantes-poste Washington e Somália, este último que, junto com o jovem meia tricolor, vem entrando bem na segunda etapa dos últimos jogos.

Tá certo, muita emoção, revira voltas, drama, blá blá. Ficou evidente que as duas equipes se encontram fragilizadas por desfalques e negociações, além de carências naturais em seus elencos. Flu e Vasco devem abrir o olho, pois estão no quarto inferior da tabela e, pelo que vêm mostrando no campeonato, podem se complicar. Especialmente o Vasco, que não tem um forte patrocinador por trás para trazer bons nomes. Mesmo com este, o Flu caminha em passos de tartaruga para repor as perdas concretizadas (Gabriel e Cícero) e as prováveis (Thiagos).

Goleada...

Ta, ganhar de 4 a 0 do Atlético Mineiro nunca é algo desprezível. O Botafogo foi senhor do jogo, mas ainda ta longe de mostrar um futebol convincente. Fez uma partida até certo ponto ruim, dependendo de isolados esforços individuais e fortemente apoiado na inércia de um fraquíssimo Galo das Alterosas, que, em ano de centenário, promete um “belo presente” para os arqui-rivais cruzeirenses se continuar assim.

Lúcio Flávio fez seu gol de número 1245 (1244º de pênalti) na temporada. Triguinho fez o segundo. Gil marcou seu primeiro no Fogão, com Carlos Alberto fechando o caixão em um gol típico de final de pelada, quando o adversário já ta pensando mais no pós-jogo com uma gelada na mesa para rir das pataquadas desfiladas em campo.

Que o torcedor alvinegro não se engane com a goleada e com esta equipe, longe ainda de um padrão de jogo, como havia em boa parte da era Cuca. Mas com as peças que tem, não chega a ser um caso perdido.

Já o Galo...ai!

Será o Barão de Coubertain?

Em clima de Olimpíadas, a Globo.com promove o espírito olímpico baseado na frase do francês que idealizou a reedição dos Jogos clássicos da antiga Grécia. “O importante é competir”, esculpiu com palavras e sentimentos o nobre desportista do fim do século XIX.

Faltou ao site dizer isso quando colocou no ar a notícia de que o Fla (para minha imensa “surpresa”) “deixava de lado a obsessão” pela liderança, tendo em vista que, com o empate de ontem, uma vitória do Grêmio hoje alçaria os gaúchos ao topo da tabela.

Mas não era nesse mesmo portal que, há apenas poucos dias, talvez uma semana atrás, se via, sempre com destaque na capa da sessão de esportes, notas exaltando a “gloriosa e absoluta liderança isolada rubro-negra”?

Uma coisa é entender que, em se tratando de Flamengo, tudo tem outra proporção. Com isso, concordo. Mas essa volatilidade nos pesos e medidas em favor do clube de maior torcida no país de vez em muito passa dos limites do aceitável...ainda mais em se tratando de um veículo da maior organização jornalístico-midiática do país.

Nem tanto lá nem tanto cá, Srta. Globo!

Por falar em liderança...

Senti falta das estatísticas nesse começo do Brasileiro. Uma boa levantada pelo PVC e, como se esperaria, teve repercussão ZERO, é de que, na era dos pontos corridos (Brasileirão 2003 para cá), apenas uma vez o líder do campeonato na 14ª rodada, ou em fração semelhante, sagrou-se campeão, fato ocorrido com o Cruzeiro.

Já o líder na virada do turno sempre se sagra campeão, com exceção de 2004.

Será que esta estatística aparecerá se o Fla se mantiver na ponta até lá?

Oh, dúvida que me assola!

Antes dos ataques, digo em minha defesa

Não se trata de ser anti-flamenguista ou “do contra”. Só disse o que acho que deve ser dito, e o que me é permitido em um espaço público e independente como O CHORUME.

E não sou só eu quem fala sobre a suposta “Fla-Press”, não.

Esse programinha chulé aqui, de pouca repercussão e importância no jornalismo, também.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fórmula-1: Grande Prêmio da Inglaterra (Silverstone)

Por Raphael Dias Nunes

O Banho Inglês

Piloto inglês, guiando carro de scuderia inglesa, vence o GP da Inglaterra


Enganou-se quem acreditava que Lewis Hamilton estava morto, após sucessivas lambanças nas duas provas anteriores. Depois de dois zeros, o piloto inglês pulou da quarta para a primeira posição no mundial de pilotos. Favorecido com o quarto lugar de Raikkonen e com o fato de Massa e Kubica não terem pontuado, Lewis conseguiu assumir a liderança do Mundial em apenas uma prova, chegando aos 48 pontos. O Mundial aliás, possui agora três líderes: Os dois pilotos da Ferrari também possuem os mesmos 48 pontos que Hamilton.
Com isso, Hamilton - que havia sido extremamente criticado pela imprensa inglesa ao longo do mês passado - deu a volta por cima e mostrou mais uma vez, ser um piloto extremamente veloz, determinado e talentoso. Foi um verdadeiro passeio nas pistas de Silverstone. E não é apenas talento que sobra para este jovem piloto: A alegria transmitida pelo mesmo no pódio foi algo tão contagiante, que seria impossível dizer que ele não tem carisma. O pódio - completado por Heildfeld (2º colocado) e Barrichello (3º) - aliás, foi o mais animado desta temporada.

Sob intensa chuva, a corrida foi confusa e muitos pilotos rodaram na pista. Se deu bem quem optou pela melhor estratégia e teve braço para segurar o carro durante toda a prova. E isso foi executado com maestria pela equipe Honda, com Barrichello e o estrategista Ross Brawn. Eles optaram pelo pneu certo, na hora certa e a diferença de rendimento em relação aos demais carros era gritante. Barrichello executou ultrapassagens espetaculares e foi brilhante ao colocar seu limitado Honda na terceira posição.
É interessante reparar como a chuva tem esse efeito democrático nas provas. Debaixo d'água, todos os carros ficam praticamente em igualdade de condições, podendo chegar ao ponto de uma Honda ultrapassar uma McLaren, ou uma RBR ultrapassar uma Ferrari. As estratégias de equipe, tais como a escolha dos pneus e momentos dos pit-stops, passam a ser armas mais do que decisivas nestas condições de prova. Além disso, é preciso que o piloto saiba dirigir bem na chuva. E isso, poucos sabem.

E Felipe Massa? Fez uma corrida meramente figurativa, ocupando as últimas colocações e conseguindo o feito de chegar em último colocado. Não se pode dizer se foi sorte ou se foi azar ele ter permanecido na pista, após 5 rodadas. Massa estava perdido. Perdeu o rumo, perdeu a motivação, perdeu a concentração e brincou de ficar patinando na pista. É fato que a Ferrari mais uma vez, errou na escolha de manter os pneus intermediários, após as primeiras paradas. Mas Felipe mostrou ser um piloto que ainda tem muito o que aprender em pista molhada. Seu carro não teve o melhor ajuste de asas e escapava de traseira nas reacelerações. E de quem é a culpa disso? Antes de qualquer resposta, é importante lembrar que o bom piloto também é um grande mecânico... Ou seja, o bom piloto também deve saber orientar os mecânicos no ajuste fino de seu carro.
O GP de Silverstone não é para ser esquecido pelo brasileiro. Deve ser lembrado, para que este desempenho patético não volte a se repetir.

Pena mesmo foi o abandono de Nelson Piquet. Ele vinha fazendo uma excelente corrida, ocupando a quarta colocação, quando rodou no momento em que mais chovia e não conseguiu sair da caixa de brita. Piquet, mais uma vez, já havia ultrapassado seu companheiro Alonso e vinha com grandes chances de pódio. Teve um pouco de azar, é fato. Mas que isso sirva também como aprendizado para ele.


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Os melhores pilotos em chuva na atualidade são: Hamilton, Alonso e Barrichello.


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Vejam que dado interessante: Nos últimos três grandes prêmios, três equipes consideradas pequenas estiveram presentes na terceira colocação do pódio. São elas, a RBR de David Coulthard no GP do Canadá; a Toyota de Jarno Trulli no GP da França; e a Honda de Rubens Barrichello no GP da Inglaterra.
Mais uma prova de que a competitividade é a marca registrada desta temporada promissora de 2008!

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Próximo Grande Prêmio:


A coluna volta logo após o GP da Alemanha, que será disputado no dia 20 de julho, no reformulado circuito de Hockenheim. A pista, que antes da reforma era feita por uma interminável reta, exigia muito das asas e dos aceleradores. Atualmente, com uma porção de chincanes, o ajuste ideal é o equilíbrio entre pressão aerodinâmica e freios, bastante exigidos. A disputa pelo título está cada vez mais apertada e quatro pilotos ainda buscam a consagração. Ou seja, emoções não faltarão no dia 20! Até lá!


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